Menu

Quando na razão me perdi

Meia noite. Sinto esvair-se de mim, o último sopro lucido de minha mente, meu corpo em agonia busca refúgio em minha cama, dentro de minha cabeça apenas um grito ensurdecedor, o real já não existe, quem eu sou, já não sei. Apenas cores confusas, apenas vozes em algazarra. Medo. Apreciei-o por um momento, um fragmento de veracidade. Duas horas. Ainda não dormi, os gritos já passaram mas minha mente não se ajusta, agarro-me no que penso ser razão. Às três horas, pereço. Depois disso nada mais se faz presente. Não há voz, nem desespero tão pouco realidade, descanso minha cabeça no travesseiro de delírios.

4 comentários: