Quando na razão me perdi
Meia noite. Sinto esvair-se de mim, o último sopro lucido de minha mente, meu corpo em agonia busca refúgio em minha cama, dentro de minha cabeça apenas um grito ensurdecedor, o real já não existe, quem eu sou, já não sei. Apenas cores confusas, apenas vozes em algazarra. Medo. Apreciei-o por um momento, um fragmento de veracidade. Duas horas. Ainda não dormi, os gritos já passaram mas minha mente não se ajusta, agarro-me no que penso ser razão. Às três horas, pereço. Depois disso nada mais se faz presente. Não há voz, nem desespero tão pouco realidade, descanso minha cabeça no travesseiro de delírios.
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Paranaense, pseudo escritora dramática. Adoradora da literatura, fotografia e cinema. Sonha em ter sua obra reconhecida. 
Pensar as vezes pode ser cruel...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirja é meu favorito, tão bonito...
ResponderExcluirobrigada, sua linda
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